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Commentaries - PROF. ALBINO DE FONSECA LOUREIRO

Durante o percurso da nossa vida deparamo-nos, convivemos com situações e cruzamo-nos com pessoas que não mais esqueceremos.

A minha presença nas comemorações do Dia de Damão, integrando a delegação portuguesa chefiada pelo nosso companheiro António Bessa de Carvalho, dirigente nacional da Confederação Portuguesa das Coletividades, convidada pela Associação Luso Indiana Damanense (ALID), foi um acontecimento que me marcou profundamente. 

Nunca poderei esquecer a simpatia, a amabilidade, o afeto com que fomos recebidos e tratados por todos, desde os digentes da ALID e seus associados ao elenco da Câmara Municipal de Damão, ao sr. congressista Vishal Tandel, ao sr, Padre Manuel Rodrigues, ao cidadão comum damanense.  Foi gratificante, uma enorme satisfação sentir:  que o poder municipal acarinha, apoia essa iniciativa da ALID, a qual terá tido como seu ideólogo o  jovem Noel Gama, que engloba tradições e costumes portugueses (música, teatro, folclore.); que tanta gente nutre ainda por estes, incluindo a Língua Portuguesa, um sentimento muito especial, tanto carinho; que os vive de forma intensa e que luta, que se esforça por os preservar.

Permita-me que lhe confesse, com alguma mágoa, o presentimento de que instituições criadas e vocacionadas para apoiar essas legítimas aspirações não o estejam a fazer ou o façam, se for o caso, insuficientemente, de forma tão incipiente que não se nota.  Esperemos que no futuro consigam ver outras mais "árvores na floresta" (a da amizade entre os povos) que também têm obrigação de "zelar".

Não  poderia deixar de manifestar, a título pessoal, o meu sentimento destas vivências durante a minha, a nossa presença em Damão e a convicção de que estes elos serão cada vez mais fortes.

Bem hajam pelo trabalho e persistência com que se têm aplicado, particularmente o timoneiro, o Victor, para manter esta ligação a raízes que demonstram ser-vos tão queridas. Quando nos cruzamos com pessoas capazes desta entrega e generosidade é impossível não se fazer amigos.